17.10.11
Todos por uma Baía Limpa - Seixal
Apesar de haver lixo ao longo de toda a Baía, a zona de intervenção foi a Praia da Velha e a zonas adjacentes.
Neste dia contámos com a presença de alguns membros da Associação Khapaz, alunos e professores da Escola Sec. José Afonso, membros do Projecto Ficções e ainda outros cidadãos que nos prestaram uma ajuda valiosa.
Ao todo foram recolhidos cerca de 40 sacos de lixo grandes, entre monos e pneus.
Foi uma manhã muito produtiva e interessante, que envolveu participantes de todas as idades que lutaram para o mesmo objectivo: tornar a zona do Seixal mais limpa e transmitir aos outros cidadãos o esforço que é feito neste sentido.O Grupo Flamingo agradece bastante toda a ajuda que nos foi dada, pelas associações, Escola e particulares. Um muito Obrigada e é sem dúvida uma acção a repetir!



3.4.11
Grupo Flamingo nas Escolas
No âmbito do Projecto Inovadores, o Grupo Flamingo realiza acções de educação ambiental nas no Agrupamento de Escolas "O Rouxinol", em Miratejo, freguesia de Corroios.
À data, as acções de sensibilização têm sido focadas sobre o tema Resíduos, sendo que as sessões são compostas por parte teórica e práticas.
A participação dos alunos, dar oportunidade à reflexão sobre os temas, colocar ideias e conceitos em prática na escola, são os grandes objectivos destas actividades.
O próximo tema a abordar será a Biodiversidade e Conservação da Natureza.
Esperamos que as sessões continuem a tão bem como têm corrido até agora!
Vamos dando notícias sobre o projecto!
5.6.09
22.4.09
Dia da Terra
Em 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem, protecção do ambiente e promoção da cidadania ambiental, a nível mundial.
Um Problema Real
Pequenas coisas que achamos insignificante podem trazer consequências para nós e o mais certo, para as gerações futuras. No passado falava-se do buraco do Ozono, das suas nefastas consequências. Hoje, graças a esforços conjuntos, conseguiu-se travar esse problema e até remedia-lo parcialmente, mas outro problema atinge o nosso planeta e a sua solução está muito longe de ser atingida – o Aquecimento Global.
É uma realidade, não existe dúvida. Segundo o relatório apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), os gelos do Árctico recuaram de 6 a 7 por cento no Inverno e de 10 a 12 por cento no Verão, nos últimos 30 anos, consequência do aumento constante das emissões de CO2 para a atmosfera. Todos nós contribuímos, mais ou menos, para este aumento. Como? O uso preferencial do transporte particular em detrimento do transporte público, climatização deficiente das habitações, no consumo desenfreado de água e energia, não reciclar, etc.
Como podemos contribuir para travar o processo das alterações climáticas? Simples, basta ter consciência dos actos. Eis alguns exemplos.
Água:
- dotar as torneiras de dispositivos que se aplicam nas bicas para reduzir o volume de água corrente;
- Entre lavagens, fechar sempre a torneira;
- As máquinas de lavar loiça e roupa devem ainda ser usadas apenas quando há loiça e roupa suficientes para enchê-las. Actualmente, existem no mercado vários aparelhos que têm a opção de usar somente meia carga.
- regue o jardim/horta de preferência de manhã cedo ou ao final da tarde, períodos do dia em que a taxa de evaporação é menor. Conheça a previsão das condições meteorológicas, pois nunca se sabe se pode vir a chover.
- A maioria das marcas fabrica autoclismos de baixo fluxo, com descargas de água controladas. Se não há a possibilidade de se colocar um destes equipamentos, pode-se sempre adoptar um truque fácil: colocar uma garrafa cheia de areia no depósito do autoclismo.
Energia:
- Não deixar os aparelhos electrónicos em modo de repouso (stand-by), já que assim eles continuam a gastar energia. Por isso, deve-se desligar no botão e não com o comando de controlo remoto.
- Tirar as fichas da corrente dos carregadores de bateria dos telemóveis, máquinas de barbear, etc.
- Nas máquinas de levar roupa ou loiça prefira as temperaturas mais baixas. Actualmente existem detergentes que obtêm bons resultados sem exigirem água com mais de 30.º C.
- Iluminar a casa com lâmpadas economizadoras ou de baixo consumo é elementar para ter uma habitação ecológica. Existem vários modelos fluorescentes compactos (de alta eficiência) que se adaptam a todos os candeeiros.
Mas o que podem fazer os nossos governantes para salvaguardarem a nossa qualidade de vida? Contribua com as suas denúncias e sugestões. Escreva para geral@grupoflamingo.org
Terra há só uma… Esta e mais nenhuma…
22.1.09
SPEL - Uma Herança Ácida
para operações militares, e consequente geração de efluentes contendo ácido sulfúrico, ácido nítrico e nitratos de tolueno despejados directamente em fossas escavadas nas areias, sem sofrerem qualquer tratamento (a existência de lagoas de tratamento de águas residuais data apenas 1998) e outras operações, tais como, a existência de um vazadouro não controlado para resíduos da produção, a queima das lamas geradas no tratamento das águas residuais, ou o armazenamento dos solos contaminados, nos terrenos das instalações, indicam que a contaminação dos solos e das águas subterrâneas atinjam proporções muito elevadas.- Incineração “controlada” de produtos deteriorados ou fora do prazo no interior das instalações;
- Queima, após rega com gasóleo, de paredes e outras superfícies susceptíveis de conter resíduos de produtos contaminantes;
- Remoção de solos escavados em valas com profundidade da ordem dos 1 a 2m e sua colocação em outras áreas no interior das instalações.
- Contaminação detectada em 3 furos particulares (Quinta da Teresinha, areeiro da SOCRABINE e GALP (A2, km 12)) e na lagoa do areeiro abandonado da SOCRABINE; valores que excedem o VMA em sulfatos, nitratos (7 vezes mais), pH (acidez), metais pesados (Pb – chumbo, 46 vezes acima; Mn – manganésio, 120 vezes acima); vestígios de TNT e DNT, que tornam iniludível a origem da contaminação da SPEL;
- Cor avermelhada nas águas da lagoa da SOCRABINE, nas águas de captações e numa aquacultura no esteiro de Corroios.
Podemos também realçar os prejuízos de quem investiu em furos, para depois recolher uma água poluída e dos particulares que são obrigados a pagar dezenas de contos por mês para utilizar água da rede em finalidades que podiam ser supridas através de uma captação própria. A proliferação incontrolada de furos particulares, no entanto, é um problema, em si, para a gestão de aquíferos.
Consequêcias para o Ambiente

Consequêcias para o Homem

Biorremediação
As tecnologias de tratamento de solos contaminados devem ser encaradas como etapas do plano de remediação, já que por vezes não são aplicadas isoladamente mas em combinação sequencial com outras, constituindo os designados “combóios de tratamento” (treatment trains).
As tecnologias de descontaminação podem ser classificadas segundo vários critérios, como por exemplo: objectivo, estado de desenvolvimento, localização do tratamento, processo principal, aplicabilidade aos diferentes tipos de solo, aplicabilidade às classes de contaminantes, destino final dos contaminantes, custos etc.
Conclusão
A continuidade do aumento da contaminação do aquífero devido às actividades antropogénicas do passado e do presente, em particular das industrias transformadoras (na qual de inclui a SPEL), com os mais diversos tóxicos, torna imprescindível o conhecimento do comportamento destes compostos no meio ambiente, de modo a minimizar os riscos para a Saúde Pública e Ambiente.
Urge a descontaminação deste local, para que as consequências da poluição não se tornem nefastas quando o aquífero do qual se retira água para o abastecimento público for atingido.
Uma outra questão que se coloca em todo este processo consiste em definir quem irá pagar por esta despoluição.
O estado tem suportado os custos de limpeza de vários locais com “contaminação histórica”, como a zona da expo98.
A SPEL contribuiu para a despoluição dos solos que serão vendidos para urbanização, mas não se mostra inclinada a contribuir para a eventual despoluição doa aquíferos. E, mesmo que eventualmente participe no esforço financeiro, a factura acabará por pesar no bolso dos contribuintes, pois a empresa é de capital maioritariamente público.
Bibliografia
“Plano Estratégico de Avaliação da Contaminação e Reabilitação dos Solos do Concelho do Seixal”, Relatório Final – Centro de Investigação em Geociências Aplicadas, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. 2001.
Mendes, B; Santos Oliveira, J.F. – Qualidade da Água para Consumo Humano – LIDEL, ISBN: 972-757-274, 2004
Garcia, R. - SPEL deixa herança ácida. Público. 12 de Março 2001.
Quental, N. - A Bioremediação de Solos Contaminados – disponível em http://naturlink.pt (consultado em Novembro, 2005)
20.1.09
Poluição: causa para o desaparecimento da Ostra Portuguesa
Ao se efectuar uma primeira análise ao problema ambiental, verifica-se que se está presente de uma externalidade negativa – poluição industrial e doméstica. Ou seja, a indústria e o crescimento populacional, resultaram num aumento do nível de poluição no Estuário do Tejo, existindo um efeito prejudicial, mas não intencional, na qualidade da água do estuário. Como consequência da poluição, deu-se a extinção da ostra portuguesa, e consequentemente, de todas as empresas que tinham como actividade económica a exploração dos bancos de ostras.
2005-06-11
Ao ser informado que, nas marés mais baixas, um grande número de pessoas se dirigia para a praia do Clube Naval a fim de apanhar lingueirão, situação que apontava ainda para a venda destes bivalves, de forma clandestina, em restaurantes, o delegado de Saúde decidiu intervir.
Mário Durval salienta que os bivalves provenientes das zonas com estatuto sanitário C não podem ser comercializados para consumo humano directo. “Para tal necessitariam de uma depuração longa, cuja definição ainda não foi efectuada, pelo que o IPIMAR, apenas aconselha às estações depuradoras a utilização de produtos provenientes de zonas com, pelo menos, estatuto sanitário B”.
LIMA, M. (1992), Bivalves e Gastrópodes das praias do Seixal, CMS.
Silva, E. (1981) História do Concelho do Seixal, CMS
SAMUELSON, P.; NORDHAUS, (1999), Economia, 16ª Edição McGraww-Hill
KOLSTAD, C. (2000), Environmental Economics, Oxford University Press.
